Era uma vez, num lugar muito remoto da Índia, vivia um monge, considerado santo por todos que o procuravam.
Sendo assim, um mercador muito atarefado com seu próspero comércio em uma grande cidade, longínqua do citado lugarejo, ouviu falar das proezas do homem. Não dispunha de muito tempo, mas como tinha uma intensa vontade de descobrir o seu Eu interior, resolveu tirar alguns dias de férias e ir atrás do monge.
Chegando lá, com muita reverência, pediu ao santo para que lhe desse uma iniciação, preparando-o para o Encontro com o seu Deus Interno. O monge disse-lhe que antes disto, era necessário algumas semanas de preparação especial e que, neste período de espera, ele deveria trabalhar nos vários afazeres da comunidade.
Apesar de ser um homem muito ocupado, ele acabou aceitando os imposições do santo, pois, a vontade de se descobrir era muito maior naquele momento. Sendo assim, o homem trabalhou no campo, na cozinha, nas obras da comunidade e chegou até a lavar os banheiros, mas, com uma certa resistência, pois, achava que esta função não condizia com sua posição social. Mas, as semanas foram passando e sempre o mestre dizia a ele – espera ainda um pouco, está quase chegando a hora.
Passou a primeira, a segunda e a terceira semana e sempre o monge dizendo para esperar. O comerciante, já bastante ansioso e desesperado disse:
– Não estou tolerando mais isto! Você está apenas me fazendo de empregado, vou-me embora amanhã!
Neste momento, o monge disse a ele que finalmente, no dia seguinte, antes dele partir, eles iriam a um pequeno riacho próximo do local, para fazerem a tão esperada iniciação, preparatória do grande encontro com o Eu Interior.
Assim sendo, no dia da partida, caminharam os dois ao riacho, usando túnicas especiais. O mercador estava exultante. O lugar era de imensa paz. Os dois entraram no rio e o mestre pediu ao homem que se ajoelhasse e mergulhasse nas águas calmas, mornas e cristalinas do riacho.
Mas de repente, o mestre num gesto ligeiro e consciente, agarrou os cabelos do homem e segurou sua cabeça debaixo d’água, impedindo-o que saísse para respirar.
O homem, inicialmente, não percebeu as intenções do santo, mas, no momento em que começou a sentir necessidade de tomar ar e vendo-se impedido, começou a debater-se em desespero, até que o monge, finalmente, soltou-o, para que respirasse com toda vontade e ânsia de quem ficou um tempo maior sem respirar.
O homem saiu das águas berrando e bramindo desesperadamente e disse:
– O senhor é um louco, um alucinado, que queria apenas me usar na sua comunidade, e agora quer me matar! Isto não vai ficar assim, vou denunciá-lo às autoridades!
O monge com a voz firme, mas, calma e amorosamente respondeu:
– Quando você quiser encontrar seu Deus Interno com o mesmo vigor e intensidade que você quis respirar ao sair das águas, pode estar certo que você vai encontrá-lo! Quando você pedir por Ele, clamando-o com todas as suas células, com todo o poder de sua vontade, com toda a sua energia, como você usou neste momento, pode ter certeza que você vai encontrá-lo! Não importando quais sejam suas atividades, por mais humildes que lhe pareçam, mas, se houver amor, entrega, dedicação na execução de seus afazeres, sem a espera de recompensa, tenha certeza, você vai encontrá-lo!
Vá meu filho, eu te abençôo, este susto que lhe dei, foi uma pequena lição para despertá-lo das ilusões da vida e levá-lo a perceber que, onde quer que você esteja, seu Deus Interno estará sempre com você e à sua disposição, quando você o contatar, com a energia de sua mente e pureza do coração. Procure viver em paz, tranqüilamente, respeitando seu semelhante e sempre colocando muito amor e alegria em tudo que fizer!
O homem bastante comovido se preparou para ir, agradeceu ao monge, e disse a ele, ter percebido que, no local em que vivia, no próprio lar e trabalho, dispunha de todos os recursos à sua volta para este crescimento interior, só que estava cego pelo egoísmo, prepotência, ambição e falta de amor.
Desde aquele dia o homem foi transformando-se completamente e, alcançou a paz que tanto almejava.
Conto Indiano
Cris....
ResponderExcluirObrigada em três dimensões ♥♥♥:
♥por visitar-me
♥por esse conto belíssimo e
♥pelo selinho, lógico, minha querida amiga!!
Já vou colocar nos meus dois blogs... Amei, é lindo!
Muito grata.
Um beijão.
Amiga Cris,
ResponderExcluirAmei este belísimo conto que é uma enorme lição de vida.
Obrigada
Bjs.
Ná
Olá Cris
ResponderExcluirQue bela lição daria este monge a meio mundo... A ganância, e o egoismo cegam o Homem... Esquecemo-nos de olhar o mundo com os olhos da alma - aquela que o amor alcança - e nos apróxima de nós próprios e dos que nos rodeiam...
Muita paz em seu coração
beijo
Cris
ResponderExcluirA verdade de cada um encontra-se dentro de si mesmo, basta receber a vida com simplicidade e respeito e senti-la por inteiro.
Uma grande lição, sem dúvida!
Um beijinho
( desculpa a minha ausência, às vezes o tempo foge-nos, ou então nós que o gerimos mal.)
Olá Cris,
ResponderExcluirUm grande ensinamento e uma grande mensagem neste belo conto.
Onde estivermos, estará sempre a nossa essência e disponível para a encontrarmos.
Gostei muito.
Beijinho com muito carinho
BOM DIA, Cris
ResponderExcluirQuando entrei para o Serviço a Deus, tive que fazer todo tipo de serviço, sem exceção, e todos humildes, tarefas simples, mas sempre servindo ao próximo.
Sempre foi trabalhando para Deus que Deus trabalhava, em mim.
Toda Honra e Toda Glória Sejam Dadas a Ele, pois sempre é Ele Quem Faz Tudo.
Um abençoado dia para todos vocês,
Fiquem com Deus,
Beijos,
precisamos aprender a viver a vida com o coracao, simplesmente usar da sabedoria, paz.
ResponderExcluirPra você...
ResponderExcluirUm mundo colorido...
um mundo feliz...
um mundo cheio de paz...
um mundo cheio de afeto...
um mundo cheio de serenidade...
um mundo cheio de esperança...
e um dia cheio de alegrias!
Que os Anjos possam colorir, aquecer e alegrar
um pouco mais seu coração!
beijooo.
Oi Cris,
ResponderExcluirComo sempre, um bom conto para se pensar...
Beijos e um belo final de samana,
Ana Lúcia.
Lindo este conto, lições da vida...
ResponderExcluirbeijos, ótimo final de semana
Oi Cris,
ResponderExcluirÉ verdade, nem sempre o homem consegue enxergar o essencial para se viver plenamente e feliz, precisa de ajuda...
Beijos e bom final de semana,
Ana Lúcia.
Cris
ResponderExcluirNÃO PRECISA LIBERAR ESTE COMENTÁRIO.
SÓ PARA FALAR, QUE TALVEZ PRECISE LEVAR MEU COMPUTADOR NO DOUTOR, E NÃO SEI SE VAI FICAR INTERNADO. pORTANTO NÃO ESTRANHE SE FICAR AUSENTE ALGUNS DIAS.
TALVEZ VÁ EM OUTRO COMPUTADOR PARA ACTUALIZAR COMENTÁRIOS. PUBLIQUEI AGORA MESMO MAIS UMA POSTAGEM, MAS TEVE QUE SER COM A WIRELESS DA RUA, POIS QUE AQUI EM CASA NÃO ESTÁ FUNCIONANDO... VEJA SE GOSTA, TÁ?
BEIJO
OI CRIS, que belo conto indiano e quanta sabedoria e lição de vida ele contém.
ResponderExcluirParabéns pela seletividade das sua postagens.
E aproveito para agradecer-lhe a generosidade das suas visitas aos meus blogs.
Sinceramente, obrigado e um abração carioca!
Olá, Cris!
ResponderExcluirQuero dizer que és muito bem-vinda ao meu blog REFLEXÕES! Volte sempre!
Que espaço lindo criaste aqui. Adorei e já estou te seguindo.
Visite os meus outros blogs quando puderes.
Bjs e ótimo domingo!