O filho, que era jovem e inexperiente, interpretou erroneamente a decisão de seu pai e pensou que ele, não tendo competência para ensiná-lo, o teria enviado para outro mestre.
Por alguns anos o jovem ficou na casa do outro mestre e, ao completar sua educação, retornou à casa dos pais impregnado de certa arrogância a respeito de sua própria erudição.
Ao notar isto, o pai indagou ao filho várias questões: “O que você aprendeu? Quais os sistemas que você conhece? Conseguiu a experiência da Suprema Consciência do Deus Interno? Recebeu o tipo de conhecimento que, quando se aprende, já não é necessário aprender nada mais, pois já se sabe tudo?” Enquanto o pai fazia estas perguntas, o filho comportava-se de maneira estranha e demonstrava desconforto, com ares de superioridade e arrogância, como se tivesse muito mais conhecimento que seu pai, como se o pai não pudesse compreendê-lo, se ele falasse sobre o que tinha aprendido durante esses anos. O pai podia compreender facilmente a vaidade e a imaturidade de seu filho, que tentava se exibir respondendo que Deus é desta forma ou Deus é daquela forma.
O experiente sábio sentiu que seu filho não seria capaz de entender, se ele tentasse lhe explicar em palavras à respeito de Deus. Achou melhor ensiná-lo através de um exemplo. Pegou um pouco de açúcar e um pote com água; depois de mostrá-los ao filho, pôs o açúcar no pote. Misturou até que o açúcar se dissolvesse completamente na água e voltou-se então para o filho:
— Eu trouxe o açúcar comigo e você o viu; coloquei-o no pote. Pode me dizer em que parte do pote o açúcar está agora?
O filho olhou dentro do pote e, é claro, não encontrou nenhuma porção do açúcar sobrando. O pai pôs algumas gotas da água do pote na língua do filho e perguntou:
— Como é o gosto? Pode pegar uma gota de qualquer parte do pote e prová-la.
O filho teve de concordar que o açúcar estava em todas as partes do pote. Então o pai explicou:
— Assim como você notou o açúcar em toda parte, Deus também assume a forma de um Ser com atributos, vem a este mundo e reside em todos os seres, em tudo que está à sua volta. Não é possível vê-Lo separadamente, com seus olhos, nem tampouco pegá-Lo com suas mãos, como algo separado, mas só é possível conhecê-Lo, experenciando-O no estado do mundo. Não se pode fazer nada mais com o corpo físico que ter uma vivência de Deus, que é onipresente e que a tudo permeia. Somente após alcançar esta preciosa experiência, é que se está em posição de falar sobre unidade de todos os seres e expressar a natureza de Deus e Sua onipresença. Apenas depois disto é que poderá reivindicar direitos e autoridade para falar a respeito de Deus. Por outro lado, com meros conhecimentos de livros, “falando como papagaios” a respeito de Deus e de Sua Onipresença, como se realmente soubessem tudo, suas palavras são falsas. Falem da Unidade de todos os seres ou não dualismo, somente após vivenciarem a não dualidade da Divindade.
Chinna Katha – Sathya Sai Baba

Deus encerra muita mais coisas do que imaginamos (a nossa vida é uma delas)...
ResponderExcluirFique com Deus, menina Cris Tarcia.
Um abraço.
Oi Cris
ResponderExcluirLinda mensagem. Somente a maturidade para nos trazer esta experiencia para com Deus.
Um grande bejo
Julimar
BOA TARDE, Cris
ResponderExcluirEsta história me fez lembrar a minha situação com meus filhos, pois tive que renunciar à eles para seguir a Cristo, neste meu caminho espiritual, e eles foram educados por madrasta, a partir dos 10 e 12 anos de idade.
Deus Sabe o Que Faz e como Sabe. Nós é que não sabemos de nada.
Amei o texto !
Uma tarde abençoada para todos vocês,
Fiquem com Deus,
Beijos,
Minha boa amiga Cris,
ResponderExcluirNunca ninguém sabe tudo a não ser que tenha vivido. Aprender até morrer, não é mesmo???
Beijos
Ná
As vezes não vemos, por pura inércia...
ResponderExcluirVim regar nossa amizade... beijos...
O selinho está no post do dia 16/11 amiga.
ResponderExcluirÓtimo dia pra vc.
beijooo.