terça-feira, 17 de novembro de 2009

Deus está em tudo


Nas escrituras sagradas Hinduísta há uma história de um certo indivíduo muito culto, que era considerado um mestre espiritual por todos. Este mestre espiritual tinha um filho, que fez muitas tentativas para educar-se aos pés de seu próprio pai. Porém, o pai se negava dizendo que, quando um filho se relaciona bem com seu pai, torna-se muito difícil haver um entrosamento apropriado entre mestre e discípulo. Devido a grande afeição existente entre eles, o filho teria sempre a idéia de que o professor é seu pai e o conceito de pai e filho persistiria, atrapalhando a relação necessária entre mestre e discípulo. Onde há relações tais como: apego, afeição ou um sentimento de posse, há indulgência e a educação não poderá difundir-se com a profundidade e disciplina necessárias. Compreendido isto, o pai enviou seu filho a um outro mestre a fim de que obtivesse a educação apropriada.


O filho, que era jovem e inexperiente, interpretou erroneamente a decisão de seu pai e pensou que ele, não tendo competência para ensiná-lo, o teria enviado para outro mestre.

Por alguns anos o jovem ficou na casa do outro mestre e, ao completar sua educação, retornou à casa dos pais impregnado de certa arrogância a respeito de sua própria erudição.

Ao notar isto, o pai indagou ao filho várias questões: “O que você aprendeu? Quais os sistemas que você conhece? Conseguiu a experiência da Suprema Consciência do Deus Interno? Recebeu o tipo de conhecimento que, quando se aprende, já não é necessário aprender nada mais, pois já se sabe tudo?” Enquanto o pai fazia estas perguntas, o filho comportava-se de maneira estranha e demonstrava desconforto, com ares de superioridade e arrogância, como se tivesse muito mais conhecimento que seu pai, como se o pai não pudesse compreendê-lo, se ele falasse sobre o que tinha aprendido durante esses anos. O pai podia compreender facilmente a vaidade e a imaturidade de seu filho, que tentava se exibir respondendo que Deus é desta forma ou Deus é daquela forma.

O experiente sábio sentiu que seu filho não seria capaz de entender, se ele tentasse lhe explicar em palavras à respeito de Deus. Achou melhor ensiná-lo através de um exemplo. Pegou um pouco de açúcar e um pote com água; depois de mostrá-los ao filho, pôs o açúcar no pote. Misturou até que o açúcar se dissolvesse completamente na água e voltou-se então para o filho:

— Eu trouxe o açúcar comigo e você o viu; coloquei-o no pote. Pode me dizer em que parte do pote o açúcar está agora?

O filho olhou dentro do pote e, é claro, não encontrou nenhuma porção do açúcar sobrando. O pai pôs algumas gotas da água do pote na língua do filho e perguntou:

— Como é o gosto? Pode pegar uma gota de qualquer parte do pote e prová-la.


O filho teve de concordar que o açúcar estava em todas as partes do pote. Então o pai explicou:

— Assim como você notou o açúcar em toda parte, Deus também assume a forma de um Ser com atributos, vem a este mundo e reside em todos os seres, em tudo que está à sua volta. Não é possível vê-Lo separadamente, com seus olhos, nem tampouco pegá-Lo com suas mãos, como algo separado, mas só é possível conhecê-Lo, experenciando-O no estado do mundo. Não se pode fazer nada mais com o corpo físico que ter uma vivência de Deus, que é onipresente e que a tudo permeia. Somente após alcançar esta preciosa experiência, é que se está em posição de falar sobre unidade de todos os seres e expressar a natureza de Deus e Sua onipresença. Apenas depois disto é que poderá reivindicar direitos e autoridade para falar a respeito de Deus. Por outro lado, com meros conhecimentos de livros, “falando como papagaios” a respeito de Deus e de Sua Onipresença, como se realmente soubessem tudo, suas palavras são falsas. Falem da Unidade de todos os seres ou não dualismo, somente após vivenciarem a não dualidade da Divindade.

Chinna Katha – Sathya Sai Baba

6 comentários:

  1. Deus encerra muita mais coisas do que imaginamos (a nossa vida é uma delas)...

    Fique com Deus, menina Cris Tarcia.
    Um abraço.

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  2. Oi Cris

    Linda mensagem. Somente a maturidade para nos trazer esta experiencia para com Deus.

    Um grande bejo

    Julimar

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  3. BOA TARDE, Cris

    Esta história me fez lembrar a minha situação com meus filhos, pois tive que renunciar à eles para seguir a Cristo, neste meu caminho espiritual, e eles foram educados por madrasta, a partir dos 10 e 12 anos de idade.

    Deus Sabe o Que Faz e como Sabe. Nós é que não sabemos de nada.

    Amei o texto !

    Uma tarde abençoada para todos vocês,
    Fiquem com Deus,
    Beijos,

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  4. Minha boa amiga Cris,

    Nunca ninguém sabe tudo a não ser que tenha vivido. Aprender até morrer, não é mesmo???

    Beijos

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  5. As vezes não vemos, por pura inércia...


    Vim regar nossa amizade... beijos...

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  6. O selinho está no post do dia 16/11 amiga.

    Ótimo dia pra vc.

    beijooo.

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