sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Paradoxo do Nosso Tempo



Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão
ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua família, são as que estarão com você nos momentos mais difíceis e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.


George Carlin

4 comentários:

  1. Bonito o texto para reflexão, mas pessoas não deveriam se tratadas como objetos que possam ser substituidos, principalmente as que amamos...

    Fique com Deus, menina Cris Tarcia.
    Um abraço.

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  2. Vivemos num tempo onde as crianças são geradas pela ansiedade dos pais, nascem de olhos arregalados e são precoces em tudo, fazem mil coisas, são modernas, estressadas desde cedo, não respeitam os mais velhos, ficam e não namoram, casam mais tarde, têm filhos mais tarde, que nascem de olhos arregalados, são precoces, etc.... a história se repete. É isso, as coisas se repetam, vivemos no piloto automático, não sentimos nosso coração bater, nossa respiração, vivemos no passado ou no futuro, temos pressa de quê, para quê, se o fim da matéria é a única certeza? O que transcende é a nossa consciência, o encontro é conosco mesmos, temos medo e fugimos do sentir...
    Gostei do texto querida amiga, beijos no seu coração.
    Namastê. Tashi delek. Haribol

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  3. Lindo, reflexivo...verdadeiro. Beijocas e bom final de semana.

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  4. Cris

    Importantíssimo este texto. E não é difícil ter esta consciência das coisas. Reflectir, está apenas à curta distância dos nossos olhos e da nossa alma. O difícil mesmo é mudar de vida, porque se criaram vícios, pequenas deformidades na vivência humana, sem as quais nos parece, às vezes, impossível viver.
    Mas estamos a tempo... ainda estamos, sempre estamos, enquanto não se esgotar a missão que nos foi dada.

    Um beijinho grato, pela partilha

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